domingo, 3 de março de 2013
quem ama não magoa.
Tentava esfaquear aquele sentir e despia-me mais uma vez de razão.
Inevitavelmente, embrulhava-me em recordações e tentava aconchegar-me num futuro próximo, a teu lado. Tinhas-me submetido a uma vida incondicional, e eu orgulhava-me disso.
Chorava uma nova mágoa e simultaneamente refugiava-me no desespero. O meu ser revoltava-se e o medo apoderava-se de novo. A angústia e aquela mágoa dominavam o meu sub-consciente e naquele momento o ódio envolvia mais o meu físico do que o psicológico. As palavras soltavam-se, sem coerência. Confundia dor com devaneio, ilusão com realidade. A violência cegava-me, as gotas de sangue constantes decoravam o chão solitário, mas o amor que te tinha era tão grande. Ao teu corpo, aos teus lábios. A ansiedade acompanhava-me mais uma vez. Depois, contrariamente, as tuas promessas ardiam como da primeira vez, e, depois, eu abraçava-te. O teu perfume consumia as minhas entranhas e as tuas mãos protegiam-me. O teu colo dava-me alento. Amava-te sem condições.
A tua doce expressão acompanhava-me também mas a dor permanecia.
Os nossos mundos tornavam-se paralelos.
Estaria eu disposta a isso?
A tristeza e indecisão manifestavam-se de novo e a lucidez desmoronava-se. Faltava-me a força, faltavam-me as palavras, mas o meu coração palpitava como da primeira vez.
Acabara de bater no fundo. Mal sabia eu que lá ficaria 3 anos.
#cbm2009
leonor passinhas.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário