domingo, 3 de março de 2013
saudades
As luzes dos candeeiros apagadas traziam uma imensidão mais magoada àquela rua, as lágrimas tornavam-se constantes a cada explicação cada vez mais coerente. As lágrimas caiam inconscientes. Os nossos objetivos morriam a cada gole de cerveja. A nossa inteletualidade era influenciada pelos nossos gestos, pelas nossas palavras. A culpa era apenas nossa, a necessidade, o desespero, a vontade, a falta de força tornavam-nos mais incapazes, mais vulneráveis a cada beijo, a cada sorriso. Rasgávamos a noite com memórias tal e qual como as incertezas surgiam na mente, porque ao fim ao cabo estávamos impossibilitados de assumir o poder do que quer que fosse. Tu porque te tinhas resumido a esse erro, e eu porque permiti que isso acontecesse.
#m2009
leonor passinhas
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